AJUFERJES PROMOVE “FÓRUM DE SEGURANÇA PÚBLICA: DESAFIOS DE UMA SOCIEDADE EM GUERRA”, EM PARCERIA COM SINDICATO DE DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL E ACADEMIA BRASILEIRA DE FILOSOFIA



Publicado

Luísa Borges Pontes

Autor

Luísa Borges Pontes

Fotos

Divulgação/Polícia Cidadã

Data de Publicação

28/04/2017

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Na última quinta-feira (28 de abril de 2017), a AJUFERJES – em parceria com o Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Cidadã (Projeto de Comunicação do SINDPF-RJ), e a Academia Brasileira de Filosofia –, promoveu o “Fórum de Segurança Pública: Desafios de Uma Sociedade em Guerra”, na sede da Justiça Federal, situada na Cinelândia. O seminário, que durou o dia todo, teve como foco debater os desafios da Segurança Pública diante da atual crise institucional, política e econômica, na qual o estado do Rio de Janeiro está imerso.
 
As palestras do período da manhã: “Crescimento do roubo de cargas no Rio de Janeiro”, ministrada pelo Coronel Venâncio Flores; “Investigação do roubo de cargas”, do delegado Marcus Amim; “O impacto do roubo de cargas no comércio”, do delegado federal Lorenzo Pompílio da Hora; e “Segurança Pública e Economia”, do delegado federal Marcelo Itagiba, tiveram como destaque o aumento dos índices de roubo de carga no perímetro urbano do estado, fato que têm preocupado e mobilizado as autoridades judiciárias.
 
Na parte da tarde, foram realizadas os painéis: “Política de repressão ao tráfico de drogas”, ministrada pelo delegado federal Carlos Eduardo Thomé; “Integração e inteligência policial no Rio de Janeiro e em Los Angeles”, do delegado federal Rodrigo Alves e sargento Hernandes Lobo, da Polícia de Los Angeles; além de “Reincidência e privatização do setor prisional”, do juiz federal Wilson José Witzel. Entre os assuntos de relevância abordados, constam a atuação da Polícia Federal e da Justiça Federal na repreensão e punição de crimes que incluem desde o tráfico de drogas até os de colarinho branco, estes últimos sob investigação através da Operação Lava-Jato, em curso em todo o território nacional.
 
O Diretor Cultural da AJUFERJES, Wilson Witzel, defendeu, em sua fala, a criminalização dos usuários de drogas, bem como ressaltou a falência do modelo de gestão do Estado Democrático de Direito em curso no Brasil. “Há uma falência de gestão, não só da Polícia, mas também de todo o Poder Executivo. O sistema penal é elaborado através dos poderes Executivo e Legislativo, mas o modelo atual não tem um norte. Diante disso, a reforma política se torna a principal entre todas as reformas, pois o problema não está na estrutura, mas na condução do país, afinal, as políticas públicas devem ser concretas. O modelo de gestão partidário atual, clientelista, veda a participação da política partidária, e, ao se esquecer do Estado Democrático de Direito, nos levou para o buraco. Temos agora uma oportunidade única de refazermos este modelo através da reforma política, mas o Congresso Nacional é complexo. Partido político não pode ser território distante da população: deve ser criada a cultura da poliarquia” – afirmou. E finalizou: “Penas têm que ser rigorosas, e o sistema penitenciário deve ter vaga para todos, através das PPP’s (Parcerias Público-Privadas), por exemplo. No Brasil, há 500 mil presos atualmente, número inferior ao dos EUA, que hoje tem dois milhões de encarcerados. Sobre o tráfico de drogas, sou a favor da tolerância zero para os usuários, ou seja: sou contra a legalização, pois acredito que o uso é responsável por destruir o cérebro dos usuários”.