Justiça nega pedido de prisão domiciliar para ex-secretário de Sérgio Cabral*



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Luísa Borges Pontes

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Data de Publicação

17/08/2017 00:00:00

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Defesa de Hudson Braga alegou risco de rebelião dentro de presídios do Rio para fazer pedido. Outras três pessoas tiveram pedido negado.


O ex-secretário de Obras do Rio Hudson Braga teve o pedido de substituição da prisão preventiva em domiciliar negado pela Justiça Federal. A defesa de Braga alegou no requerimento que há “o risco iminente de rebelião nos presídios” do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Hudson Braga foi preso no dia 17 de novembro durante a Operação Calicute. De acordo com o Ministério Público, o ex-secretário acumulava bens na cidade de Volta Redonda, entre eles um posto de gasolina. Segundo as investigações, o aliado de Sérgio Cabral teria investido R$ 20 mil no posto e lucrava cerca de R$ 1 milhão.

A juíza Débora Valle de Brito, da 7ª Vara Federal Criminal, também negou o pedido de revogação da prisão preventiva feito pelas defesas de Wagner Jordão Garcia, Luiz Paulo Reis e José Orlando Rabelo.

Wagner Jordão é ex-assessor de Sérgio Cabral e foi apontado como um dos operadores financeiros do esquema. De acordo com o MPF, ele cobrava das empreiteiras uma taxa, apelidada de "taxa de oxigênio", que era a propina cobrada das empresas para realizarem obras na esfera da Secretaria de Obras do Rio.

Já José Oralndo é apontado por delatores como "recebedor de propina" a mando de Hudson Braga, de quem foi chefe de gabinete. Por fim, Luiz Paulo Reis é apontado como "testa de ferro" de Hudson Braga. O empresário é apontado pelo MPF como um dos operadores do esquema investigado.

*Do site do G1